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A 5 dias da eleição, Ibovespa sobe mais de 1% e dólar cai com Flávio à frente de Lula

A 5 dias da eleição, Ibovespa sobe mais de 1% e dólar cai com Flávio à frente de Lula

Brasil Estado | 20/10/2026 às 12:00 | há 2 semanas | 5 min de leitura

A apenas cinco dias do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, o mercado financeiro continua reagindo às pesquisas eleitorais que, em sua maioria, vêm mostrando o senador Flávio Bolsonaro (PL) em vantagem contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. 

Na manhã desta terça-feira, 20, pouco depois da abertura do pregão, o dólar operava em queda firme frente ao real, negociado por volta de R$ 5, enquanto a Bolsa de Valores registrava valorização de mais de 1%. 

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Dólar

  • Por volta das 10h40 (pelo horário de Brasília), o dólar operava em baixa de 0,45% e era negociado a R$ 5,026. 
  • Na cotação máxima do dia até o momento, a moeda dos Estados Unidos bateu R$ 5,042. A mínima é de R$ 5,011. 
  • Na véspera, o dólar encerrou a sessão em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,048.
  • Com o resultado, a moeda norte-americana acumula perdas de 2,44% em outubro e de 8,03% em 2026. 

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava no azul na abertura do pregão desta terça-feira.  Às 10h49, o índice avançava 1,33%, aos 207.807,99 pontos. 
  • Na pontuação máxima até aqui, o Ibovespa cravou 208.104,02 pontos. A mínima é de 205.082,27 pontos. 
  • No mercado de ações, um dos principais destaques do pregão é a valorização dos papéis da Americanas, que subiam mais de 18% nesta manhã, cotados a R$ 7,05. Na véspera, a Justiça decretou o encerramento da recuperação judicial da companhia.
  • No dia anterior, o Ibovespa fechou o pregão em leve baixa de 0,17%, aos 205 mil pontos, praticamente estável. 
  • Com o resultado, a bolsa brasileira acumula ganhos de 10,06% no mês e de 27,28% no ano.

Leia também: "Na semana decisiva da eleição, dólar recua e bolsa sobe com debate Flávio X Lula"

Eleições presidenciais no Brasil concentram as atenções do mercado

Depois de uma semana de “ajustes” e correções, o Ibovespa opera nesta semana sob forte influência do processo eleitoral no Brasil, que entra em sua reta final. A votação que definirá o próximo presidente da República acontece no domingo dia 25 de outubro. 

Se, na semana passada, as atenções dos investidores se dividiram entre o cenário político doméstico e dados de inflação nos EUA, desta vez a tendência é que o mercado nacional fique com suas atenções totalmente voltadas para o confronto entre Flávio Bolsonaro e Lula nas urnas. 

Desde segunda-feira, os investidores repercutem o debate entre os dois candidatos na noite de domingo 18, na TV Bandeirantes, e novos números de pesquisas eleitorais. 

Segundo o levantamento do BTG/Nexus, por exemplo, Flávio lidera, com 50,3% das intenções de voto contra 49,7% de Lula (em votos válidos, que excluem brancos e nulos). Já a pesquisa do PoderData/Aya mostrou o candidato do PL ao Planalto com 52% das intenções de voto, ante 48% de Lula. 

Nesta terça-feira, outras duas pesquisas mostraram Flávio à frente de Lula. Segundo o levantamento do Real Time Big Data, o candidato do PL marca 52% ante 48% do petista. O instituto Alfa Inteligência, por sua vez, indica que Flávio tem 51,5% e Lula, 48,5%.  

A expectativa da maioria dos agentes econômicos é que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial mude os rumos da economia do país a partir de janeiro de 2027.

O mercado espera que um novo governo implemente um programa de ajuste fiscal, com a redução das despesas do governo e a diminuição do tamanho da dívida pública brasileira em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Também há grande expectativa em relação a uma agenda de reformas de um governo liberal na economia, entre as quais a reforma administrativa e uma nova etapa da previdenciária. Há projeções que apontam para a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central (BC) diante de um possível alívio na inflação.

Análise

Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, “o grande direcionador das expectativas continua sendo a corrida eleitoral presidencial, com os agentes econômicos reagindo de forma bastante atenta às recentes pesquisas de intenção de voto e às perspectivas sobre o controle das contas públicas”. 

“Além da influência das eleições, os investidores também estão de olho na temporada de balanços corporativos nos EUA e no comportamento do câmbio. O dólar iniciou os negócios operando em queda frente ao real, o que reflete a entrada de fluxo estrangeiro e contribui para a melhora do humor na bolsa”, explica Nossig. “A sustentação desse viés de alta ao longo do dia dependerá de como o mercado continuará digerindo as notícias externas e os resultados de grandes empresas de tecnologia globais, mantendo o pregão dinâmico e sujeito a volatilidades pontuais.”

Leia também: "A 6 dias da eleição, Flávio tem 77% de chance de vencer, diz Polymarket"

https://www.youtube.com/watch?v=z32o1vEl9Ic

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