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Aedes aegypti: 1,8 mil cidades estão em alerta ou risco

Aedes aegypti: 1,8 mil cidades estão em alerta ou risco

Brasil Estado | 21/10/2026 às 13:45 | há 1 semana | 2 min de leitura

Cerca de 1,8 mil cidades brasileiras estão em alerta ou em situação de risco por causa do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. A informação foi divulgada pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O número preocupa às vésperas do período de chuvas, quando o acúmulo de água parada acelera a reprodução do inseto.

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, que vive preferencialmente dentro ou ao redor das residências. A fêmea da espécie precisa de sangue para maturar os ovos. A picada é a forma de transmissão de doenças virais.

Mosquito transmissor da dengue durante repasto sanguíneo; levantamento do Ministério da Saúde aponta que 49,2% dos municípios estão em alerta ou risco | Foto: Vwalakte/Freepik

O mosquito é o principal vetor de transmissão de três doenças no Brasil: a dengue, a zika e a chikungunya. A dengue é a mais comum delas. Os sintomas incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, náusea e manchas vermelhas na pele. Em casos graves, a doença pode levar à morte.

A zika também provoca febre e manchas no corpo, mas tem uma complicação específica: a microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas durante a gestação. Já a chikungunya se caracteriza por dores intensas nas articulações, que podem persistir por meses.

Aedes aegypti: onde estão os principais criadouros

A proliferação do mosquito está diretamente ligada ao acúmulo de água parada. A fêmea deposita os ovos nas paredes de recipientes que contenham água limpa. Os ovos podem sobreviver por até um ano em locais secos e eclodem quando entram em contato com a água.

Entre os criadouros mais comuns estão vasos e pratos de plantas, caixas d'água destampadas, pneus velhos, garrafas PET, calhas entupidas e lixo acumulado em quintais. A eliminação desses focos é a principal forma de combate ao mosquito.

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O combate ao Aedes aegypti depende da ação conjunta entre o poder público e a população. As prefeituras são responsáveis pela vistoria de imóveis e pelo tratamento de criadouros, enquanto os moradores precisam manter a limpeza de suas casas e quintais.

A recomendação é que as pessoas façam uma vistoria semanal em suas residências, tampem as caixas d'água, descartem o lixo de forma adequada e coloquem areia nos pratos das plantas. Em caso de sintomas de dengue, zika ou chikungunya, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para receber atendimento adequado.

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