A divulgação de mais uma rodada da pesquisa da Quaest sobre a corrida presidencial movimentou o mercado financeiro nesta quarta-feira, 21, e fez o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), mudar o sinal e passar a operar em leve queda, mas ainda próximo da estabilidade.
Um dia depois de ter alcançado a segunda melhor marca de fechamento da história do pregão, o indicador que mede o desempenho das ações negociadas na B3 operava em baixa no fim da manhã, pouco depois que os resultados da pesquisa vieram à tona.
Por volta das 11h05 (pelo horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,13%, aos 208.034,46 pontos.
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Na pontuação máxima do pregão até aqui, o índice cravou 209.244,70 pontos. A mínima é de 207.671,48 pontos.
A mudança de sinal do Ibovespa ocorreu no mesmo horário da divulgação da pesquisa da Quaest, por volta das 10h15. Naquele momento, o índice marcava 208.903,86 pontos e, em poucos minutos, despencou para 208.009,98 pontos, às 10h22.
Na véspera, o Ibovespa encerrou o pregão com forte valorização de 1,57%, aos 208.295,98 pontos, segundo melhor resultado de fechamento da história.
No acumulado do mês de outubro, a bolsa brasileira registra ganhos de 11,78%. No acumulado do ano até aqui, a alta é de 29,28%.
Dólar
O mercado de câmbio também vem sendo impactado pelo cenário eleitoral brasileiro. Na manhã desta quarta-feira, o dólar operava em leve alta perante o real, mas também perto da estabilidade.
Às 11h13, a moeda dos Estados Unidos avançava 0,14% e era negociada a R$ 5,026.
Na cotação máxima do dia até o momento, o dólar bateu R$ 5,034. A mínima é de R$ 5,012.
No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,58%, cotada a R$ 5,018. Com o resultado, o dólar acumula perdas de 3,01% perante o real em outubro e de 8,56% em 2026.
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Vantagem de Flávio diminui, diz a Quaest
A nova pesquisa da Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, ante 44% de Lula, em um cenário que conta os votos totais (incluindo brancos e nulos).
Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados, com Flávio numericamente à frente.
Segundo a Quaest, Flávio Bolsonaro pode oscilar entre 43% e 47% das intenções de voto. Lula, por sua vez, pode variar de 42% a 46%.
Na rodada anterior da Quaest, divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro marcava 46% das intenções de voto contra 44% de Lula – na ocasião, um empate técnico no limite da margem de erro.
Em uma semana, portanto, o candidato do PL oscilou 1 ponto porcentual para baixo, enquanto Lula se manteve no mesmo patamar.
Ainda de acordo com o levantamento, 47% dos entrevistados desaprovam o terceiro mandato de Lula na Presidência da República, enquanto 46% o aprovam.
Em relação à pesquisa anterior, da semana passada, houve pequena oscilação: eram 48% os que desaprovavam o governo e 45% os que o aprovavam.
A pesquisa da Quaest também mediu qual é a percepção dos eleitores brasileiros sobre o governo Lula: 38% dos brasileiros avaliam a atual gestão como negativa, enquanto 34% a consideram positiva. São 26% os que classificaram o governo Lula como regular.
Na comparação com a pesquisa anterior da Quaest, a avaliação negativa oscilou 2 pontos porcentuais para baixo (era de 40%) e a positiva se manteve inalterada (34%).
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Análise
Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o Ibovespa abriu a sessão desta quarta-feira “operando em tom de cautela e buscando definir uma direção clara depois dos avanços registrados no início da semana”, refletindo uma “postura de espera por parte dos investidores frente à pesquisa eleitoral e aos importantes indicadores econômicos que serão divulgados ao longo do dia”.
“No âmbito local, a atenção dos agentes financeiros concentra-se na evolução da pauta fiscal e nos desdobramentos do cenário político, com o mercado monitorando de perto o sinalizador de juros e a postura do Banco Central em relação à inflação”, afirma Nossig.
“O comportamento das ações de grande peso no índice, como Petrobras e Vale, exerce papel determinante no humor da abertura, acompanhando o desempenho oscilante das commodities no mercado global. A estabilização dos preços do petróleo e do minério de ferro nas bolsas internacionais contribui para que o Ibovespa inicie o dia sem sobressaltos”, conclui.
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