quarta-feira, 4 de novembro de 2026 Transmissão 24h
INÍCIO
Dólar cai e bolsa ronda estabilidade em semana de ‘ajuste’ depois de euforia eleitoral

Dólar cai e bolsa ronda estabilidade em semana de ‘ajuste’ depois de euforia eleitoral

Brasil Estado | 16/10/2026 às 15:30 | há 2 semanas | 5 min de leitura

O dólar operava em leve queda na tarde desta sexta-feira, 16, na última sessão da semana, que foi marcada por ajustes e correções depois da euforia e forte valorização de ativos no mercado observada na semana anterior – especialmente nos dias que se seguiram ao primeiro turno das eleições gerais no Brasil. 

  • Por volta das 14h50 (pelo horário de Brasília), a moeda dos Estados Unidos registrava baixa de 0,21% frente ao real e era negociada a R$ 5,077. 
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,096. A mínima é de R$ 5,068. 
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 1,17%, cotado a R$ 5,087.
  • Com o resultado, a moeda norte-americana acumula perdas de 1,69% em outubro e de 7,32% em 2026.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste 

Ibovespa

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), também operava perto da estabilidade no último pregão da semana. 

  • Às 14h25, o índice tinha leve valorização de 0,06%, aos 204.451,82 pontos.  
  • Na pontuação máxima do pregão até o momento, o Ibovespa cravou 206.305,27 pontos. A mínima é de 204.164,17 pontos. 
  • No dia anterior, a bolsa brasileira fechou em baixa de 1,06%, aos 204,3 mil pontos.
  • Com o resultado, o Ibovespa acumula ganhos de 9,64% no mês e de 26,8% no ano.

Há uma semana, na sexta-feira 9, o Ibovespa bateu um novo recorde histórico de fechamento, avançando 1,38%, aos 209.066,90 pontos. Na máxima do último pregão da semana passada, o indicador cravou 209.713,45 pontos, novo recorde intradiário (durante a sessão).

A chamada correção de mercado ou realização de lucros é o movimento de “ajuste” na bolsa de valores, levando a uma queda temporária ou estabilização nos preços das ações logo depois de um pregão de forte valorização. Trata-se de uma espécie de “recuo técnico” para acomodar preços e expectativas. 

Leia também: "Depois de queda em julho, 'prévia do PIB' avança 0,3% em agosto"

https://www.youtube.com/watch?v=yqpIbD_Yu3w

Eleições no Brasil, 'prévia do PIB' e inflação nos EUA

Nesta semana, o foco de atenção dos investidores se voltou aos EUA, onde foram divulgados dados de inflação, que vieram ligeiramente acima do esperado. Com isso, voltou a aumentar a expectativa do mercado por elevações na taxa básica de juros da maior economia do mundo, justamente para conter a pressão inflacionária.

No Brasil, as atenções continuam voltadas para o processo eleitoral. A apenas nove dias do segundo turno da eleição presidencial, os investidores repercutem as mais recentes pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana. 

Apesar da aproximação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado continua apostando no favoritismo do candidato do PL, que foi o mais votado no primeiro turno e ainda está numericamente à frente de Lula na maioria dos levantamentos. 

A expectativa dos agentes econômicos é que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial mude os rumos da economia do país a partir de janeiro de 2027.

O mercado espera que um novo governo implemente um programa de ajuste fiscal, com a redução das despesas do governo e a diminuição do tamanho da dívida pública brasileira em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Também há grande expectativa em relação a uma agenda de reformas de um governo liberal na economia, entre as quais a reforma administrativa e uma nova etapa da previdenciária. Há projeções que apontam para a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central (BC) diante de um possível alívio na inflação.

Ainda no âmbito doméstico, os investidores repercutem os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de “prévia” do PIB do país. Em agosto, o indicador avançou 0,3%, em linha com as estimativas do mercado, indicando recuperação depois da queda de 0,2% em julho.

Leia também: "Mercado aumenta projeção de déficit primário do governo para R$ 53 bi"

Análise

Segundo Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, o cenário agora é de “cautela dos investidores ante ao noticiário eleitoral à medida que nos aproximamos do segundo turno”. “Historicamente, mais volatilidade é esperada nesse período, tanto no dólar quanto no Ibovespa, e o mercado costuma ser mais sensível ao noticiário. Aceno de candidatos, discursos, legislações aprovadas, pesquisas, enfim, movimentações nesse período podem gerar mais volatilidade do que costumeiramente gerariam”, observa. 

Em relação ao cenário externo, Girardi destaca que “o PPI [índice de inflação de preços ao produtor nos EUA] de setembro subiu 1,3% no mês, bem acima das expectativas de mercado de 0,5% e na maior alta mensal desde março de 2022, e acelerou para 6,3% em 12 meses, a maior leitura desde dezembro de 2022”. 

“O dado reforçou a leitura de inflação persistente e de um Federal Reserve (Banco Central dos EUA) focado no combate aos preços após a alta de juros em setembro, mas acabou ofuscado pela continuidade da liquidação das ações de tecnologia, em meio a dúvidas sobre o endividamento por trás dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial”, afirma. 

Leia também: "Polymarket: Lula reduz diferença, mas Flávio tem 76% de chance de ser eleito"

https://www.youtube.com/watch?v=9Lic7dFcNCc

O post Dólar cai e bolsa ronda estabilidade em semana de ‘ajuste’ depois de euforia eleitoral apareceu primeiro em Revista Oeste.

Compartilhar: WhatsApp Twitter

Leia também